Ensaios

Eu não tenho certeza do clima naquele dia, mas lembro de decidir que escreveria um livro sobre as sensações de estar em uma relação na qual eu não me sentia plenamente bem. Se existisse um narrador onisciente na minha vida, e naquele momento, certamente ele diria: Mas ele não tinha ideia do que estava por vir. Eu não tinha mesmo. E se tivesse, teria pulado fora. Ainda bem que não pulei.

Faz (quase) um ano do dia em que decidi reunir essas histórias. Eu estava tão ansioso para lançá-las, que não levei em consideração os dias em que me faltariam inspiração. Pfff. E como faltou. Fiquei semanas sem vontade de escrever; e às vezes, sem ideias.

E agora, vendo todas prontas, percebo que as histórias tristes já não incomodam como antes – apesar de, vez ou outra, surgirem sentimentos a elas relacionados. As felizes, nem mais histórias são, e ficaram eternizadas nos momentos em que aconteceram. Porém, enxergo nelas uma trajetória rumo a um entendimento melhor de mim mesmo; sobre o que gosto e quem quero me tornar.

Tenho comigo uma enorme satisfação por ter conseguido transcrever o que senti, sem filtros – apesar do receio de criar apenas um compilado de histórias tristes. Mantenho algumas emoções bem guardadas e seleciono criteriosamente o que vem à superfície, mas as histórias aqui já não mais me pertencem, nem os sentimentos a elas atrelados.

É o fim de histórias antigas. 

E o início de novas.

Photo by hannah grace on Unsplash

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