4h24

A hora em que, num domingo, estou sentado, ouvindo música e pensando em você. Lágrimas correm pelo meu rosto e não consigo fazê-las parar, por mais que eu queira.

Eu não imaginava o quanto seria difícil te esquecer. Não sei como parte de mim está conectada a você, ao mesmo tempo em que a outra está certa de que não era para ficarmos juntos. Não sei lidar com este clima nublado em meus dias.

Não sei o que fazer. Atividades do dia a dia, antes comuns, agora me fazem lembrar você: cozinhar o almoço, fazer o café, ouvir música. Chega a hora de dormir, e de repente você está em meus sonhos.

Foi tudo muito rápido, intenso, tipicamente capricorniano. Ainda penso na gente dormindo juntos e eu me assustando quando, no meio da noite, você “parava” de respirar. Lembro do quão quente era o espaço em seu peito e da suavidade da sua pele. Recordo da sua voz barítona dizendo ‘como você é teimoso‘ e da sua risada fofa/alta. E só sei sentir saudades.

Percebi, então, que vou ter que esperar este sentimento passar. Não o carinho/respeito, porque eles não passarão, mas a saudade que sinto. Me dei conta de que quando meu dia não for corrido, as lembranças vão me assaltar. Também tenho que lidar com o fato de que a cada vez que ouvir Caravan, Diamonds in The Sky e Napoleon, eu vou lembrar de você.

Acredito que já tenhamos concluído o propósito que um tinha na vida do outro, mas a sua falta ainda me faz falta. 

Photo by Kat J on Unsplash

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