Fora de Órbita

Faz uma semana que, involuntariamente, lágrimas escorrem em meu rosto quando eu menos quero. A tristeza e o medo de seguir batem à porta; então levanto, caminho para um lugar tranquilo e choro junto ao barulho ensurdecedor dos meus pensamentos.

O que aconteceu? Terei eu perdido as rédeas da minha sanidade mental?

Tudo fica intenso. Situações comuns tomam uma proporção que me fazem questionar minha capacidade de lidar com esta situação.

Sou um grande ponto de interrogação. Tomei uma decisão e quero segui-la, mas meu coração quer fazer tudo ao contrário. Você é burro?, esbravejo. Desejei, profundamente, agir mais com a razão; relembrando de tempos não tão áureos em que uma situação dessas não seria um problema.

Mas eu me orgulho do que sou e perdoo minhas falhas. Me orgulho das feridas que tenho e de todas as batalhas que enfrentei. Me orgulho das crises de ansiedade que me paralisaram e me perdoo pelas vezes em que dormi fora de casa para não mostrar minhas fragilidades à minha família. Me orgulho das noites mal dormidas e me perdoo pelas vezes em que desisti e me entreguei à profunda tristeza.

Tudo isso me tornou uma pessoa mais madura, consciente de aonde eu posso chegar e fazer por mim.

Ainda estou em pedaços, com a cabeça cheia de questões e medos esperando o momento para dar o bote, mas quer saber, eu vou enfrentar essa. Eu venci uma vez e vou vencer de novo, e de novo, e de novo. Tantas vezes quanto forem necessárias!

2 comentários sobre “Fora de Órbita

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