Ganbattê-kudasai

Eu gosto muito de ti, mas não posso ficar.

Eu queria colocar sua cabeça no meu peito e dizer que essa tempestade vai passar.
E te abraçar tão forte a ponto de você perder o ar.

Eu queria treinar a paciência para cozinhar o nosso almoço.
E estar em casa quando você voltasse do 1º dia na pós-graduação. 

Eu queria ler na cama e fazer carinho na sua perna.
E que você assistisse à trilogia Cinquenta Tons de Cinza, que você odeia, e eu à d’O Senhor dos Anéis, que odeio.

Eu queria que você conhecesse os meus amigos, aqueles pra quem eu corro para rir e chorar. E eu queria conhecer os seus, aqueles com quem você ri e chora.

Mas a sua recusa é legítima. E eu respeito isso.
E por mais que você me queira — não da mesma forma que eu te quero — decidi não ficar.

E parto com o coração partido convicto de estar fazendo a coisa certa.

A 1ª pessoa do plural deixa de existir.
Seguem a 1ª e 2ª pessoa do singular. Separadas.

Ganbattê-kudasai, Icaro.

Photo by Annie Spratt on Unsplash

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