Gravidade III (Final)

Antes de seguir, leia os episódios anteriores: Parte I | Parte II


Olhando em retrospecto, não acredito no que nossa gravidade construiu. Para o bem e para o mal.

Eu ouvia o universo aplaudindo todas as vezes em que nossos mundos se encontravam; ouvia fogos de artifício a cada vez que nossas atmosferas se uniam. Mas existiam poréns. Meteoros deixaram crateras em nossas superfícies já não tão lisas.

O ar ficou pesado. Impossível coexistir nessa situação, nos afastamos na tentativa de alinhar nossos satélites naturais. Me pergunto se tivemos sucesso nessa empreitada.

O universo, destino, acaso – chame como quiser – tentou uma reaproximação; mas senti como se uma tripulação inteira invadisse minha atmosfera. Para mim estava claro de que essa história seria tragada por um buraco negro.

E foi. Todo o brilho que geramos, todas as danças de nossos satélites, todas as estrelas nascidas da nossa união…restaram apenas saudades. Mas tudo serviu para algo maior que eu, maior que você.

Não sei precisar se nossas gravidades ainda afetam um ao outro. Tampouco como será se nesse universo tão pequeno – sim, ele é -, nos alinharmos de novo, mesmo que brevemente.

Desejo que descubramos outras gravidades, infinitos particulares de boas energias.

Adeus!

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