Gravidade II

Antes de seguir, leia o episódio anterior: Parte I



Levantei da cama tendo que tomar cuidado com emoções exageradas.
(Re)li a mensagem que você enviou depois de um tempo sem nos falarmos.

Na aula, algo me incomodava. O quê?, pensei.
Fui ao banheiro com o fone de ouvido. Eu sabia o que aquilo significava e o que me aguardava quando fechasse a porta: eu ia desabar. 

Escolhi uma música e chorei,
torcendo para que não me ouvissem.

Estávamos no espaço, flutuávamos em meio ao silêncio.
Todas as versões de você conectadas a mim.

Falei tudo o que senti.
E aquele momento se tornou emblemático:
Eu estava indo embora e todas as versões de você tinham que ir também.

Chorei, perdi o fôlego e quis gritar.
Gratidão, dor e saudades coexistindo em mim.

Te amo. Você não tem ideia do quanto tudo foi especial.
Sorrimos, acenamos, mandamos beijo e não pude mais ver-te.

Acordei.
Sinto você bem perto.
A sua gravidade ainda me afeta. 


Que tal ir para a Parte III?

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