Lute contra os seus monstros interiores

Acredito que você já tenha passado por isso: diante de uma situação diferente como um emprego novo, um relacionamento ou uma graduação, uma voz surge e tenta minar sua autoestima e confiança. Vozes que, acredito, nos acompanharão por muito tempo, com as quais a gente aprende a conviver.

Monstros interiores são, até certo ponto, ótimos combustíveis para o amadurecimento pessoal e profissional. Mas isso só é possível se decidirmos lutarmos contra eles; do contrário, estes ‘sentimentos’ nos deixarão pra baixo.

Já perdi as contas das vezes em que me vi numa situação que exigia uma postura diferente, e ao invés de agir, eu parava, pensava na atitude certa, e fazia totalmente o contrário. Eu simplesmente não tinha domínio sobre minhas ações. Cada uma dessas experiências moldaram a forma com a qual eu lidei com as pessoas ao meu redor. Resultado: inconscientemente eu tinha as mesmas atitudes em situações diferentes; como se fosse um ‘comportamento seguro’.

Agindo desta forma, machuquei gente que se importava comigo, nas mais diferentes esferas. Quando me dava conta da besteira que tinha feito, lamentava por não ter controlado minhas ações, além de lidar com a frustração; maturidade emocional de um adolescente de 15 anos. Com sucessivos fracassos eu precisava mudar urgente. Então tomei a decisão de falar com cada uma dessas pessoas e me desculpar pelo o ocorrido. Talvez desculpas foram insuficientes, mas eu precisava reconhecer um erro e agir como um adulto. Eu fui um adolescente extremamente orgulhoso e isso me fodeu em muitos sentidos. Tive que aprender a não ser assim por ‘livres e espontâneas quebradas de cara’.

Com os que me desculparam, mantive a amizade; com os que não, desejei muita energia boa e sucesso. O que me confortava é que eu conseguira ser alguém um pouco melhor. Dois dos meus melhores amigos, os únicos com quem eu conseguia me abrir, me ajudaram a superar essas crises (como passei a chamá-las).

É um processo difícil, porém necessário. Quando a gente fala sobre o que incomoda, mesmo que com a gente mesmo, nos damos a chance de trabalhar cada uma das nossas fraquezas. Quando identificamos e entendemos o que se passa em nossa cabeça, a vida simplesmente flui muito melhor, mesmo que com obstáculos.

Dói? Pra caralho. Mas é aquela história de se expor à ferida para que ela se feche. Talvez demore um tempo, mas quando você dá o primeiro passo e começa a ver resultados, sentir-se bem consigo mesmo torna-se prioridade.

Não posso terminar este texto dizendo que as coisas ficarão lindas e belas a partir do momento em que você decide lutar contra a autossabotagem. A vida não é um mar de rosas aonde tudo dá certo. São justamente estes momentos de adversidade que nos ensinam a encarar a vida fora da perspectiva irreal da novela das 21h.

A minha dor eu transformei em texto. No que você vai transformar a sua?

Photo by Jordon Conner on Unsplash

[Eu não poderia deixar de agradecer às pessoas que me ajudaram, de diversas formas. Por mais que eu não possa citar os nomes, vocês são co-responsáveis por esta conquista. Muito obrigado, de coração.]

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