Transforme a sua dor em arte

Uma vez li um artigo chamado ‘Criar é sofrer?’. Nele a autora questiona se uma obra artística possui mais qualidade quando o artista passou por uma situação de sofrimento. E pergunta: “É possível conciliar uma vida serena com conteúdo artístico de qualidade ou seria a felicidade irmã da mediocridade?.” [recomendo a leitura porque o texto vai além disso].

Salvei o artigo e vira e mexe ele me vinha à cabeça. Li algumas vezes, pensei sobre o assunto e vi que conheço pessoas que fizeram arte com a dor própria. Cada um à sua maneira, eles pegaram situações não agradáveis e transformaram em textos incríveis, daqueles que a gente para e pensa “por que eu não pensei nisso antes?” ou “isso já aconteceu comigo”. É o tipo de reflexão que se encaixa no nosso cotidiano e faz repensar nossa existência/essência. Eles são pessoas como eu e você, mas que encontraram uma forma de se desprender dessas situações e transformá-la em algo bom.

Frida Kahlo
Frida Kahlo, “Coluna Rota” (1944)

Então pensei: o que a gente faz com aquilo que acontece conosco? Por motivos e em intensidades diferentes, todo mundo já passou por alguma situação que nos impediu de dormir ou de pensar com clareza. E o que você fez diante disso: seguiu em frente ou viveu o momento? Independente da resposta, sua atitude foi importante para que você superasse a situação; ou empurrasse-a pra baixo do tapete. Aliás, acho importante quebrar o mito de que todo mundo supera uma dor/decepção; algumas apenas aprendem a conviver com ela.

Acredito que os sentimentos estão aí para ser sentidos, vividos. Por exemplo: quando começamos a gostar de alguém, podemos deixar claro logo de cara ou fazer joguinho pra que a pessoa não pense que estamos tão a fim. Quando temos uma ideia, podemos fazer o possível para colocá-la em prática, por mais difícil que pareça ou colocar empecilhos e adiar os planos. No caso da dor, você pode senti-la, render-se à impotência ou raiva que este tipo de sentimento traz e ficar assim por dias. Ou você pode fazer algo por si mesmo e pelos outros (acredito que nossas dores também nos dão experiência para ajudar outras pessoas).

Transforme a sua dor em algo do qual você vai se orgulhar. Não estou tirando o mérito dos aprendizados que elas nos trazem, mas tenho certeza de que você vai querer se lembrar de ter feito um quadro incrível, composto uma música ótima ou escrito algo que lhe deu uma outra visão sobre algum aspecto da sua vida. Não será uma tarefa fácil, mas te garanto que depois disso você vai se sentir bem melhor. Afinal, não é isso o que você quer?

Leitura
Frida Kahlo: a dor da vida, a dor da arte

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